10 de maio de 2011

A bonança!

Conforme prometido ontem, chegou a hora de contar o que eu fui fazer na Sunflower, sábado passado, além de comprar tecidos. Para que a história fique mais emocionante, vou contá-la desde o início.
Há algum tempo, minha máquina de costura não andava 100%. Sabe quando você sente que uma coisa "não está muito católica"? Bem, pelo menos era assim que a minha avó costumava se referir quando algo não parecia muito seguro ou confiável. Mas eu fazia meio que vista grossa para aquilo que parecia inevitável: minha máquina iria pifar.


Pois bem, uma semana antes de eu viajar, contudo, ela deu um tchiutche que me assustou mais do que das outras vezes. No meio da costura e completamente do nada, ela começou a fazer um barulho muito semelhante a uma metralhadora, travava o sobe e desce da agulha e parava de funcionar. Isso aconteceu umas duas ou três vezes no mesmo dia.
Como estava saindo de viagem com a família naquela semana, achei que 10 dias de descanso também seria de bom grado para a minha menina, afinal de contas todo trabalhador merece curtir alguns dias de férias e eu confesso ter sido uma chefe bem exigente de uns tempos para cá. (rsrsrs...) Enfim, concluí que todo aquele pitchi não passava de um nível muito elevado de estresse. Mais uma vez eu querendo tapar o sol com a peneira para não ver o que era óbvio...


Logo no dia seguinte ao meu regresso, fui logo procurar saber o "estado psicológico" da minha máquina e, ao contrário do que eu queria crer, tudo continuava na mesma, minha menina seguia num estado bem debilitado do seu funcionamento.
Aceitei a oferta da Jill de levar a minha máquina até a Sunflower para que o Logan pudesse dar uma olhada e ver se conseguia solucionar o problema. Segundo ela, o acúmulo de sujeira dentro da máquina poderia causar esse tipo de defeito. Passamos uma manhã de sábado inteirinha trabalhando em cima disso, desde a limpeza até a lubrificação. Fizemos uma limpeza tão minunciosa na máquina que não ficou nem uma poeirinha para contar história. Estávamos certos de que o problema havia sido solucionado, pois, aparentemente, não havia mais nada que demonstrasse erro, mas quando liguei a máquina, para desespero nosso, a bicha não funcionou. Ela ligou normalmente, ativou todos os comandos, mas não costurava nem por um decreto. Não tive mais dúvidas, minha máquina estava sofrendo do "Mal de Junta"... junta tudo e joga fora! (rsrsrs...)


Ainda não sei o que farei com o meu novo "elefante branco" em casa. Minha ideia é tentar consertá-lo, mas tudo vai depender do quanto irão me cobrar para isso, pois, pelo preço que paguei na máquina, talvez nem compense desembolsar uma grana para esse fim.
E são nesses momentos, em que tudo parece perdido, que os grandes amigos se fazem ainda mais presentes. Como se não bastasse a generosidade em tentar me ajudar no conserto da minha máquina, a Jill e o Logan ainda me ofereceram uma de suas máquinas de costura até eu conseguir comprar a uma nova.


Essa máquina da Jill tem quase 30 anos e, apesar de ser um modelo bem antigo, funciona que é uma beleza. Bem, se você considerar que a minha Brother com apenas 1 ano e meio de trabalho "partiu dessa para melhor", essa PFAFF da Jill é uma verdadeira Ferrari na resistência. Benza à Deus!
E as generosidades não pararam por aí. Minha querida Evelynne também deixou a minha disposição uma de suas máquinas enquanto eu estivesse sem a minha. Somente amigos de verdade são mesmo capazes de fazer coisas desse tipo por nós. Só tenho a agradecer, e muito, a todos eles!
O fato é que não foi preciso nem tirar a máquina da Jill da sua caixa protetora, nem pegar emprestada a máquina da Evelynne. Sabem por quê? Porque o dia das mães, vulgo marido, mais uma vez, foi MUITO generoso comigo:


Não é de se apaixonar?! Sim, se apaixonar por ambos: pela máquina e pelo maridão. Vale dizer que, para comprar o meu brinquedinho, ele teve que encarar uma baita highway, às 6 horas da tarde (hora do rush), depois de um dia intenso no trabalho e sob a companhia de uma tremenda dor de cabeça. E de mim e do Dani também, lógico. A loja onde fomos fica bem distante da minha casa, quase saindo da cidade, e o Marcus ainda não conhecia o caminho. Conclusão do assunto, além de todo o trânsito, ainda nos perdemos umas quantas vezes até chegar o destino, mesmo com o GPS ligado. Isso tudo só para eu ter o prazer de já começar a semana com meu novo brinquedo. Eu sei... não é um marido, mas sim um anjo que perdeu as asas e caiu justo na minha casa. (rsrsrs...) As vezes, é lógico, seus poderes de príncipe encantado desencantam um pouco e ele vira "sapo", como todo marido na face da Terra. Mas nada que um beijo da princesa não faça tudo voltar como antes. (rsrsrs...)


Ainda não foi dessa vez que eu garanti a minha TÃO SONHADA Janome 7700, mas um dia eu chego lá! Mesmo aqui nos EUA, paraíso das máquinas de costura, a Janome 7700 é muito cara e ainda não daria para dispor de toda essa quantia assim tão de repente, de uma hora para outra. Quem sabe em um futuro breve meu sonho se torne realidade...  Segundo a minha amiga baleia Shamu, "anything is possible as long as you BELIEVE". Falou e disse, Shamuzinha!
Enfim, o fato é que, quando o Marcus me pegou em casa para comprarmos a máquina, eu nem imaginava trazer uma Janome 3160 QDC. Saí do meu lar doce lar crente que traria para o meu ateliê uma 8077, que também é muito boa, mas o maridão sempre me surpreende.
Estou tão feliz, mas tão feliz, que custei a até a dormir essa noite. Parecia uma criança, depois da noite de Natal, ansiosa para o dia amanhecer e poder brincar com os presentes trazidos pelo Papai Noel. Na minha história, meu Papai Noel se chama Marcus, meu marido, alguém que não mede esforços para atender a todos os meus caprichos e é a ele quem devo toda a minha felicidade desse dia. Te amo, Marida!
Saí da loja tão abobalhada, em estado total de graça, que até esqueci de tirar fotos do estabelecimento para mostrar a vocês. Desculpem, meninas! Na hora nem me ocorreu... só conseguia pensar no meu novo brinquedo. (rsrsrs...) Quando eu for lá de novo, prometo não mais esquecer de fazê-lo. Enquanto isso não acontece, deixo as imagens da loja linkadas AQUI.


E no balanço do fim de semana, o resultado foi bastante lucrativo, vocês não acham?! Éééé... já dizia o poeta: "Depois da tempestade, sempre vem a bonança". Sábias palavras! (rsrsrs...)

Bjs carinhosos, meninas, e até a próxima postagem, pois uma Janome novinha em folha me aguarda na mesa de costura! (rsrsrs...)

9 comentários:

Pontos com Arte disse...

Parabéns !!!!
Que novidade boa...e só quem tem marido assim , sabe como é não é mesmo???
Meu marido é muito parecido com o seu, não poupa esforços pra me agradar...uma graça !!!!
Bjs
Cecilia

Simone disse...

Mari minha querida, que delicia de presente, aliás, isto é que eu chamo de presente do dia das mães! E este marido de uma sensibilidade fora de série, e além do mais tu mereces, pois produzes cada peça mais linda que a outra.
Um bj enorme no coração e até a próxima

Zulmira Dekker disse...

Que presentão, Mari!!!!!
Uma estória com final feliz!!!
Parabéns pelo presente e pelo marido que tem!
Com certeza, agora teremos mais peças lindas feitas por você.
Obrigada pela visita.
Um abraço,
Zul

Claudia disse...

Parabéns Mari!!
Sabe aquele ditado: "É dando que se recebe", com certeza este carinho dele pra contigo é recíproco.E quando nem esperamos somos retribuidas.
Aproveita bastante!!
Vou ficar aguardando as novidades e teus lindos trabalhos.

Bjs
Cláudia Oliveira

Grupo de Bordado disse...

Mari estou muito feliz com teu presente.
Já que eu sei o quanto sonhamos com uma máquina dessas.
Levei um ano economizando para comprar a minha.
A máquina é muito boa de trabalhar. O pessoal do grupo, brinca que faz até cafezinho.
Bjos.
Márcia C.

claudia becker disse...

Brinquedo novo, uhuuuuu!!!!

Eu bem sei como é, vc descreveu exatamente como me sentia quando ganhei uma maquina nova ano passado, presente dos meus pais. Via asas no papai, fiquei toda bobaiona na hora que fui na loja buscar, alisava a caixa, e fiquei em estado de graça, alias, depois de enfrentar a dinossaura singer que se arrastava pra trabalhar e depois de 15 minutos cheirava a queimado ganhar uma maquina eletronica faz a gente se sentir no céu!!!
(nao recomendo consertar, eu gastei para consertar para doar para alguem e joguei dinheiro fora, dia destes fui testar e nao consertaram nada, demorei para conferir e perdi a garantia do conserto, uma pena, gostaria muito que fosse para alguem que precisasse)

Parabens princesa

(nao pude deixar de rir do comentario, é dando que se recebe, kkkk)

Anônimo disse...

Mari, que legal! Eu tenho a 6600 e amodoro ela, acho ela simplesmente maravilhosa!a bonita agüenta bem o tranco, quando levo p fazer manutenção peco p o técnico ter muito cuidado com a minha menina,afinal ela e a minha companheira do dia a dia.
Tenho tb a 350e de bordar e dei p filhota a sew mini da janome.
Para costuras mais grossas uso uma singer que tem 23anos,ganhei famosa pretinha da singer a minha nem motor tem,ela veio ate com. Manual, como vc deve ter percebido adoo máquinas hehehehehe
Assim que vc começar a produzir vai nos mostrando as vê extras q a máquina e vc junto são capazes kkkkk.
Bj
Cleide

Teresa Cristina disse...

Ai Mari que presentão !!!

Tive oportunidade de usar uma igual na feira de patch, sem comentários, ela é maravilhosa !!!

Parabéns !!! E mãos à obra !!!

viviane cichowski disse...

Aiiii ambas estamos sonhando com a janome 7700, nem sei quanto tempo terei que economizara aqui no Brasil em promoção ela custa R$ 5.000,00....também tenho uma Brother igual a que você tinha e já começo a me arrepender de tê-la comprado....ela é toda de plástico, a janome é de antimônio...também tô vendo a 6600 mas não sei muito a diferença entre ambas...será que são somente os nºs de pontos....eu não faço patchwork...sou designer de moda....costuro roupas...e agora fiquei na dúvida de qual comprar...
Achei teu blog super divertido...